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sábado, 6 de setembro de 2008

O mal branco (estréia e cenas paulistas)

Para escrever essa matéria estou sem dormir há mais de 32 horas, mas quem se importa? O importante é que eu assisti a pré-pré-estréia de Blindness (Ensaio sobre a cegueira), e meu Deus, o filme é ótimo como filme, mesmo eu tendo me decepcionado por coisas que estavam no livro e na telona nada. Porém se você nunca leu o livro o filme consegue ser intrigante, dramático, triste, engraçado, uma verdadeira enxurrada de emoções.
Eu já contei sobre o filme, mas eu não disse o quão estranho é você ver na telona tudo aquilo que você sentiu no livro. Fora a ótima direção e maravilhosa atuação, embora haja atuações que me deixaram decepcionado, como a da Alice Braga que no livro era tão lívida e no filme se tornou uma sonsa, ou mesmo a atuação do Gael Garcia Bernal que colocou tanto humor no papel que em certos momentos era impossível odiá-lo como é necessário no livro, onde já se viu um vilão que canta e dança, ridiculamente, os versos “I just called to say I love you / I just called to say how much I care, I do”.
O filme chega a ser decepcionante por tentar comprimir centenas de páginas em um filme de duas horas, mas isso é regra básica: “Quanto de leite é gasto para se fazer um leite condensado?” e também não há duvidas de que a relação livro e filme, independente da obra, é como a relação casamento “No papel tudo é na base da imaginação e fiel, já na vida real... sacode que tá difícil.”.
Não sei se o problema é eu esperar demais por algo e quando chega na hora, chega a ser chato, não por quê seja realmente chato e sim porque eu esperei demais por aquilo, frustração gerada através de superexpectatíva.
Enfim, o filme é ótimo em proporções cinematográficas, é um filme que não tem nacionalidade, não pode ser classificado, não tem comparações. Creio que esse filme seja um novo marco sobre a visão cinematográfica. Um filme que não dá pra sair de dentro da sala sem dizer “uau”, não se emocionar, e não mudar a perspectiva dos olhares para o mundo.
1º, o filme é maravilhoso, sem comparações. 2º, filme para se ver muitas vezes sem enjoar.3º, atuação maravilhosa da Julianne Moore e do Danny Glover. 4º, leia o livro, pois só o livro consegue ser mais completo e extasiante.

"Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança."

Fique com imagens de lugares que foram utilizados para gravar o filme.

Mark Ruffalo ao largo do rio pinheiros.


Elenco de Blindness na Nova ponte estaiada.



Cenário de Blindness no bairro de Higienópolis.


Julianne Moore e Mark Ruffalo nas imediações do Anhangabaú.



Julianne Moore e Mark Ruffalo no centro velho de São Paulo.



Blindness no Teatro municipal de São Paulo.


Teatro municipal de São Paulo transfigurado para o filme.

Julianne Moore e Mark Ruffalo debaixo do Minhocâo em São Paulo.

Sobre o Minhocão.

"Recolhe" da CPTM, em Osasco, onde foi gravada uma das cenas do filme.

domingo, 10 de agosto de 2008

Estou cego!

Um belo dia o trânsito para, um carro para o trânsito, e enquanto as pessoas de fora do batem no carro para saber o que houve, de dentro do carro o motorista só pode responder “Estou cego”, assim começa uma epidemia chamada “mal branco” que vai cegando as pessoas uma a uma, logo todos são atingidos pela cegueira branca e apenas uma pessoa pode ver, essa pessoa é a mulher do médico. Ela não só vive o pesadelo, mas também é única que pode vê-lo.



O filme foi baseado na obra de
José Saramago Ensaio sobre a cegueira, agora o filme virá às telonas através das mãos do aclamado diretor Fernando Meirelles, não precisamos dizer que é um resultado e tanto o esperado pela obra, obra que só chegará às telonas brasileiras no dia 19 de setembro.



O filme conta com atuações incríveis e promete muita angústia e uma visão nova do mundo.
Julianne Moore como a mulher do médico, Mark Ruffalo vivendo o médico, Alice Braga nos olhos da rapariga dos óculos escuros, Danny Glover no papel do velho da venda preta, Gael García Bernal em seu odiado personagem de cego malvado da terceira camarata lado esquerdo, fora a participação de Sandra Oh, entre outros. Para o deleite deste olhos que enxergam que tal alguns pôsteres de Blindness (Ensaio sobre a cegueira)











“O amor é cego”

“A esperança é cega”


“A fé é cega”
"A luxúria é cega”

"A confiança é cega”

domingo, 3 de agosto de 2008

Nos seus domingos de manhã

Sala São Paulo Cultura + Música

Quem diria uma antiga estação de trem viraria umas melhores salas de músicas clássicas do Brasil, onde abrigam as melhores orquestras nacionais e internacionais. O edifício Julio Prestes totalmente restaurado feito no estilo do Luiz XVI.


Não é só um edifício mais a recuperação da cultura que hoje aos poucos vamos retomando.

Quem disse que música clássica é para velhos ricos ?

Hoje no Brasil em termos de cultura, música já mudou muito pra ainda quem não sabe...quero dizer. Quando as pessoas lembram de concertos, pensam "eu não posso conhecer, não poderia, ou isso é para ricos". Ai que você se engana.


A música não é limitada, não que eu saiba, uma das maiores Orquestras Sinfônicas do Brasil, faz concertos nos domingos matinais, onde é apenas R$3,00. Alguns podem me dizer por que eu iria perder meu tempo no domingo de manhã, para ver música clássica.


Acredito que música, não há idade, faz bem, quando ouvimos música independente do estilo, nos sentimos bem, agora se você curte rock, pop, New Age, Metal e outras mais. Saíram da clássica .


Apresentações dos melhores Regentes de nacionais e internacionais, você que gosta de boa música recomendo a Sala São Paulo.

visite os sites:
Sala São Paulo

http://http//www.salasaopaulo.art.br/

Orquestra de São Paulo

http://http://www.osesp.art.br/

Alguns concertos matinais já marcados

17 AGO ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM Roberto Sion regente Cyro Pereira Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira João Donato Edu Lobo e Torquato Neto Nelson Ayres Ary Barroso Roberto Menescal e Chico Buarque

31 AGO Vozes femininas do CORO DE CÂMARA DA OSESP Naomi Munakata regente Fernando Tomimura piano André Caplet Francis Poulenc Maurice Duruflé Gabriel Fauré Robert Schumann Yoshinao Nakata

07 SET ORQUESTRA JAZZ SINFÔNICA JUVENIL

14 SET ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO John Neschling regente Pyotr I. Tchaikovsky O Lago dos Cisnes, Op.20a: Suíte Antonín Dvorák Danças eslavas, Op.46

12 OUT ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL DE SANTOS

19 OUT ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO Victor Hugo Toro regente Mikhail Glinka Ruslan e Ludmila: Abertura Antonín Dvorák Serenata em Mi maior, Op.22 George Gershwin Um Americano em Paris

26 OUT CORO DE CÂMARA DA OSESP 23 NOV CORO DE CÂMARA DA OSESP

30 NOV ORQUESTRA SINFÔNICA JUVENIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

07 DEZ SINFÔNICA HELIÓPOLIS

Ocas" um projeto de vida.



Ontem – sábado - saí com a minha irmã. Destino ir a um brechó na Augusta, no meio do trajeto fomos parados por um homem, isso é uma coisa bem comum de se acontecer em São Paulo, a abordagem foi simples: - Um minuto da sua atenção. Eu estou vendendo uma revista chamada Ocas”... Eu interrompi-o, muito sem querer, mas interrompi-o: - Eu conheço o projeto, ele ajuda moradores de rua a ter uma nova perspectiva de vida e tal... aí foi a vez dele me interromper: - Como eu dizia, eu sou morador de rua, e como muitos outros não é isso o que quero pra mim, ficar pulando de albergue em albergue e depois viver pedindo, eu quero dignidade e por isso estou te oferecendo essa revista.
Pronto, aí nesse exato momento ele tinha ganhado a minha confiança, eu já havia lido sobre a revista Ocas” diversas vezes e sempre tive algo com moradores de rua, não piedade e sim vontade de enxergar o humano debaixo das caracteristicas de pedinte. E o projeto Ocas” tem realmente esse objetivo, interligar a vida das ruas à vida dos não moradores de rua e também de ressocializar o morador de rua e dar uma nova perspectiva de vida para ele.
O projeto completa 6 anos nesta que é a 60ª edição, e tem um objetivo bem claro que é o de tornar o morador de rua – que não tem muitas chances neste país onde a aparencia é tudo – um trabalhador digno e assim ele possa ter um contato diferente com a sociedade que não na atitude de pedinte e sim de vendedor não só de uma revista como também de uma idéia. Me surpreendi com outras informações, não tanto as que estavam na revista, mas principalmente as que o vendedor me disse, como a de a inclusão que a revista faz não é só no Brasil, como também é um projeto mundial. As informações sobre a associação com a International Network of Street papers encontra-se no site http://www.street-papers.org/. E sobre a revista Ocas” e seu projeto no Brasil é só clicar no site http://www.ocas.org.br/.
Noticias boas, relevantes e de conteúdo consciente, é assim que é feita a revista Ocas” e sinto muito orgulho de ter comprado a revista, pois me sinto mais informado, mais humano e sobretudo mais aberto a conceitos, e creio que essa seja a principal idéia da revista digniza não só o ser humano que vende a revista como o que compra, abrindo assim um canal de voz e pensamento entre as duas partes.
Sei que pouco pode mudar na nossa vida ao comprar uma revista, mas muito nos muda ao comprar uma idéia, e é exatamente isso o que a revista Ocas” vende, idéias, e com isso eu fico muito feliz, pois depois do que me aconteceu ontem é impossível que eu olhe para os moradores de rua com os mesmos olhos de antes.

sábado, 2 de agosto de 2008

Bossa na OCA

50 anos de Bossa Nova, e assim comemora a OCA, com a exposição “Bossa na Oca”, a exposição tem toda a estética do saudosismo mixado à tecnologia de ponta. A exposição que vai até o dia 7 de Setembro, conta com varias ações interativas dentre ela estão varias Jukeboxes com muitos e muitos discos ligados à Bossa Nova, na Oca também estão expostos vídeos de grandes estrelas da época entre eles Tom Jobim, Vinicius de Moraes, entre outros... No andar superior há uma sala de um céu infinito e azul, aí é que você se engana, a abóbada do museu da OCA não tem um céu e sim um mar infinito e azul, mar que é palco para musicas extraídas de um disco no centro da sala e espalhada por vários alto falantes próximos aos ouvidos dos visitantes. A curadoria também teve o cuidado de colocar uma linha do tempo que não só conto o que houve na Bossa Nova como em coisas que aconteceram ao mesmo tempo como o lançamento de um disco do Rolling Stones, a exposição também conta com uma sala do silêncio, onde tudo o que se escuta é a musica que vem do seu coração, a sala tende a prepará-lo para ouvir melhor a Bossa Nova, fora que também há um café instalado dentro do museu e que traz bebidas com nomes que nos remetem ao tema da exposição.
A OCA conta com uma praia artificial criada no subsolo, a praia é uma releitura do calçadão de Copacabana onde a Bossa teve inicio, fora isso também há dez filmes curta-metragens feitos exclusivamente para a exposição e que tem o objetivo de dar uma explicativa e uma discutiva para o tema, porém na minha opinião o mais incrível é um palco, também encontrado no subsolo e que tem como objetivo reviver grandes Bossa-novistas e outros como Tomo Jobim, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Elis Regina, Vinicius de Moraes, etc, todos cantando uma versão expandida de “Garota de Ipanema” canção que foi marco da Bossa Nova no Brasil e no Mundo, essa exibição é feita através de hologramas projetados em um palco, até que chega um momento que você pensa estar vendo os próprios nomes da Bossa alí na sua frente, simplesmente impressionante.
A exposição encontra-se no Pavilhão Engenheiro Lucas Nogueira (OCA) – Parque do Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, Portão 3. Os ingressos custam 20 reais a inteira e 10 a meia, sendo na terça-feira entrada gratuita, mais informações no fone (11) 4003-2050. Aproveite, pois não é sempre que a Bossa nova faz 50 anos.
“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vêm e que passa, num doce balanço caminho do mar. Moça do corpo corpo dourado, do sol de Ipanema, o seu balançado é mais que poema, é a coisa mais linda que já vi passar.” – Tom Jobim e Vinicius de Moraes – Grandes almas da Bossa Nova.

domingo, 20 de julho de 2008

"A esperaça é a penultima que morre, a ultima é a Dercy" vixi estamos fudidos então!

Puta que pariu! O que faremos agora?
Caralho ela se foi, e não é brincadeira, ontem morreu a irreverente atriz, apresentadora ou a porra que for, Dercy Gonçalves. 101 anos isso não é pra qualquer um não, imagina quanto que ela já não viveu? A resposta é 101 anos porra! Quando eu recebi a noticia de que ela havia morrido eu fiquei meio encucado, sabe, eu havia zoado a Dercy demais durante a vida principalmente com as frases "O que nasceu primeiro o ovo ou a galinha? R.: A Dercy Gonçalves", "Qual a idade da Dercy? Impossível contar com os algarismos conhecidos.", "Quem é mais imortal Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), Chuck noris ou Dercy?", ai melhor eu parar que se não ela não só vai me mandar pra puta que pariu quando eu a encontrar na outra vida como vai me dar uma bicuda na canela.
Resolvi escrever esse post todo informal porque era assim que ela era, maravilhosa, irônica, irreverente, inovadora, e por que não graciosa e carismática?, ao natural.
Dercy que papai do céu te leve pra um lugar bem bonito pra você poder ficar xingando todo mundo e nunca deixando de ser você. Nunca vou esquecer a louca que mostrou os seios na TV e também falava palavrões, creio que a Dercy quando nasceu disse pro medico "porque você não vai bater na bunda da tua mãe, filho da puta". Adeus Dercy, você sempre estará presente em cada palavrão do caralho que eu soltar!
Creio que a Dercy escolheu sua hora de partir isso devido a seguinte frase "Eu fiz 94 anos, mas já digo que estou com 95 para me energizar e chegar lá. Escrevam o que eu digo: eu só vou morrer quando eu quiser! Não programo morte, eu programo vida!" [
Dercy Gonçalves ]


Vai deixar saudades!

sábado, 19 de julho de 2008

Notas de um observador...

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas, não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega se de "mais tralos'.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, "infértebrados".
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim: Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias, não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

TM - Insetos Interiores

terça-feira, 15 de julho de 2008

Nome próprio

Filme de Murilo Salles baseado livremente nos livros “Máquina de Pinball” e “Vida de gato” da autora Clarah Averbuck, com Leandra Leal como atriz principal e quase única no papel de Camila. Eu fui assistir o filme e confesso, é um filme muito diferente de qualquer coisa já vista no Brasil, nem melhor e nem pior, algo totalmente novo, com um ritmo novo, com uma temática nova e principalmente atual. O filme, “Nome próprio” fala da vida de Camila, uma jovem escritora que enfrenta os maus bocados da vida para tentar publicar o seu livro e tentar reorganizar o seu caos interno. Tenho que dizer que uma primeira análise é dificil, visto que você fica perdido dentro do personagem e quando acaba você se pergunta tudo novamente, necessário assistir mais de uma vez para poder julgar.
Eu fui conferir a premiere cedida pelo site “MySpace” e aqui gravo um trecho da entrevista, que passou da parte em que alguém perguntava sobre a nudez do filme e a Clarah automaticamente respondeu que os que não entendessem nada de arte julgariam o filme como apelativo para o sexo, já que Leandra Leal aparece inúmeras vezes nua, depois ela reafirma a ideia de que a personagem está nua o filme inteiro e não só quando a personagem despe-se das vestimentas. Sigamos com trechos da entrevista.
Leandra Leal: “Tem algumas cenas que sei lá, a do francês eu acho linda, acho incrível, eu sempre quis fazer uma cena de sexo assim num filme. Ela é linda. E também tem outra coisa, não é um nudez “gatinha” é muito real e isso me deixa muito confortável, acho que se fosse uma nudez para causar um tesão, ou uma nudez para causar uma situação, assim,“bum”, isso seria uma situação com a qual eu não saberia lidar.”


Clarah Averbuck: “É que a nudez é uma coisa da estética do filme.”
Lipe: “Leandra você encontra alguma coincidência entre você e a sua personagem Camila?”
Leandra: “Muitas Coisas.”
Lipe: “Como por exemplo?”
Murilo Salles: “Não te interessa” – riso geral
Clarah: “Essa Fala é minha Murilo”
Murilo: “Eu sou a melhor Clarah Averbuck”
Clarah: “Você não é não cara, nem a segunda”
Leandra: “Ele é a melhor Camila que existe”
Platéia: “Como vocês pensam que será a recepção do público brasileiro ao filme?”
Murilo: “Vai ser dura.”
Leandra: “Eu acho que o público japonês vai adorar.”
Clarah: “Eu acho que o público brasileiro não vai entender metade do filme.”
Murilo: “Primeiro, acho um filme muito delicado e é um filme fora de um paradigma da miséria ou da violência.”
Clarah: “ O que é uma coisa muito típica do cinema brasileiro, ficar retratando o Brasil e a miséria e tudo mais.” – pausa – “To pensando muito alto, ... , no microfone” – Risos da Leandra – “Mas é verdade tem isso no cinema brasileiro, essa característica do cinema brasileiro de ser uma coisa de miséria e pobreza, ‘como venceremos isso?’ e mesmo os melhores filmes brasileiros... E o mais legal do ‘Nome próprio’ é que poderia acontecer em todos os lugares, por exemplo, em Berlim, em Nova York, poderia ser um filme de qualquer lugar, ele não é um filme brasileiro com características do Brasil...”
Leandra: “Ele é um filme brasileiro, e tem características do Brasil. Não foi por acidente que eu nasci aqui e você (Carlah) nasceu aqui, nós somos brasileiros. E o Brasil é muito múltiplo, ele é imenso.”
Murilo: “Ele é muito brasileiro, isso acontece no Brasil. Isso é complexo achar que o Brasil é um lugar subdesenvolvido, que nós todos coitadinhos, nem é essa a questão. Ele é difícil porque é um filme sobre a paixão, todo filme que fala sobre paixão mexe muito com as pessoas. Tem um cara na Rolling Stones, um crítico, que chama a personagem de absurdos completos. É um filme que tem um andamento do feminino muito forte, ele é um filme difícil.”
Leandra: “ E tem uma coisa engraçada também, meus amigos homens, sabe que homem é tudo, eles se sentiram super incomodados.”
Clarah: “Eles se sentiram incomodados porque as mulheres estão tomando conta do que era deles.”
Murilo: “Foi o que me pegou, quando eu descobri que era um filme sobre mulher.”






O filme “Nome próprio” estará nos cinemas no próximo dia 18. mais informações no site do filme, no blog ou no MySpace. Inclusive o Trailler já está disponível para os que quiserem uma prévia deve filme que vem com uma nova cara de cinema brasileiro.