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terça-feira, 29 de junho de 2010

Esse tal de óculos 3D

Pô! Já tenho óculos pra ver de longe, óculos escuro, óculos disso e daquilo outro (há quem tenha até óculos reserva pra achar os outros) e me inventam de ter óculos 3D pra ter em casa.
Tenho que dizer antes de tudo que eu acho o cinema 3D tão pobre quanto aqueles filmes de fim do mundo cheio de efeitos especiais, até porque o 3D é um efeito ótico que muito me lembra aqueles tazos holográficos do Animaniacs (Bons anos 90) onde a figura se mexia com movimentos. Na semana de estréia fui assistir Alice, e me senti constrangido por ter pago 25 reais para assistir coisas que saiam da tela, pois não tinha roteiro e os efeitos eram ruins.


Mas voltando a falar dos óculos 3D, aqueles que eu usei na sala Brixtol da PlayArte são considerados os melhores de São Paulo, porém ainda assim são desconfortáveis; não muito higiênicos, pois passam de usuário a outro e podem passar conjuntivite; e acima de tudo são feios, feios que doem.

Estão lançando agora jogos 3D, televisão 3D, sei lá o que 3D e tudo mais 3D (o que me irrita muito, porque até o Harry Potter agora terá sua versão 3D), e então imagine-se numa sala de TV comum, assistindo a final da copa, o seu amigo tem uma maravilhosa TV 3D e você está animado para ver a jabulani sair da tela e seu amigo só tem um par de óculos (óbvio para ele mesmo), pois no pacote da Samsung não vem óculos e os tais custam U$150,00, o que fazer? Deixe que ele fique com os óculos triviais da Samsung, você pode ter os seus próprios na Look3D, a marca australiana que já fabrica os triviais agora também tem umas linhas mais confortavel, ousada e ainda é óculos de sol, no site da marca você pode ver os modelos e babar um pouco, a loja online ainda não está disponível, mas já viu que vai ter que comprar um caso queira acompanhar a tecnologia que sai da tela.


Caro? Não pode importar óculos, nem nada? Não tem cartão de crédito internacional? Nós ensinamos a fazer os seus próprios, até porque é muito fácil e barato, recorte a imagem a baixo e cole no lugar da lente um pedaço de acetato vermelho e outro azul, vai tudo ficar show de bola, mas continua sendo feio pra xuxu, que tal tentar colocar os acetatos em armações velhas? Não pode ficar tão mal assim, hehe.


Depois de fazer/adquirir/roubar do cinema o seu óculos 3D teste o resultado na imagem abaixo!




terça-feira, 4 de agosto de 2009

Documentário sobre o Cinema de Cachorro

       Ah, essa semana eu vou no show do Cachorro Grande, assim espero, enquanto espero eu vou postar um vídeo sobre os bastidores do CD. Se der tempo essa semana eu posto uma foto da baqueta do Boizinho (Gabriel Azambuja) que caiu na minha mão durante um show no SESC-Paulista, ano passado.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Redhead Photographer

Algum tempo atrás, um amigo meu foi para Londres, o nome dele é Gabriel Bezerra. Ele é fotógrafo, e tem muita coisa boa pra falar sobre a terra da Rainha e sua experiência profissional. Caso bata uma curiosidade de ver as fotos dele deixo aqui o link do Flickr, vale a pena conferir, não é porque é meu amigo, mas porque tem muita classe, estilo e tem visão de mundo. Confira a entrevista que a The Descolaters Magazine fez com nosso amigo ruivo.

Gabriel 

Como foi toda essa mudança de São Paulo a Londres?

A mudança é radical, poucos dias antes de você deixar o Brasil sente a sensação de deixar de existir, porque o seu mundo não será mais o seu, e uma sensação parecida com a de se formar na escola, você olha e fala “esse mundo acabou para mim agora”, e da um certo frio na barriga. Mas com um efeito muito grande, foi muito engraçado porque eu estava tão tranquilo e algumas pessoas falavam “meu, parece que eu estou mais nervoso que você que está indo”. Uma vez coloquei a cabeça no que estava acontecendo e um medo imenso começou a tomar conta, então decidi simplesmente não pensar na ida enquanto não entrasse no avião. Porém em paralelo eu já não estava no Brasil uns 5 dias antes de deixá-lo, uma sensação inexplicável, começar a olhar as pessoas, os lugares como se não estivesse no mesmo plano que eles como se estivesse assistindo um filme, porque você sabe que basicamente essa já não é mais a sua realidade.

3711594356_6370ec1ab7Desde quando você está no Reino Unido? Pretende ficar até quando?

Estou desde 10 de março e irei ficar até... (risos) teoricamente seria um ano, mais talvez 2 talvez ate as olimpíadas, e depois volto para o Brasil, mas sinceramente não da para saber, aqui acontece de tudo, a gente nunca sabe o amanhã.

O que mais sentiu falta durante a primeira semana na terra da rainha?

(risos) Primeira semana, a água, porque a água daqui tem muito calcário e blá blá blá. Enfim, não é igual a água do Brasil. Basicamente isso, primeira semana você não sente falta de muita coisa.

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O que te levou a fazer essa viagem até a Europa?

A intenção surgiu a mais de 5 anos, quando me veio a oportunidade através dos meus tios, com o tempo o sonho foi tomando conta e fui lutando ate transformá-lo em algo real. A vontade de aprender a língua com fluência para me ajudar na área profissional era uma das intenções, porém mais que isso era a vontade de deixar o mundinho e mudar 100% a minha vida.

Qual a coisa mais engraçada que aconteceu desde que você  chegou aí?

3758109106_321076dcdaOlha é difícil falar, minha vida em geral e um sarro, eu teria que ficar aqui falando muito, mas em geral minhas tentativas no primeiro mês de explicar coisas que não sabia na língua que eu não dominava foi um sarro, por exemplo: comprar um skate, essa foi a compra mais difícil da minha vida, porque eu não sabia falar "barato” em inglês e só sabia falar duas pecas de um skate em inglês, mas não me dei conta disso antes de entrar na loja, e fiquei duas horas para comprar um skate.

Conta um pouco dessa história de Natasha e o episodio do canudinho.

Natasha era o nome que me davam quando eu fazia alguma pérola, coisa que eu tinha muitas, enfim, não fui eu que inventei isso, a droga na sociedade hoje em dia continua tão forte, então as pessoas inventam cada coisa sem sentido (risos). O canudinho foi realmente ridículo, porque era a segunda vez que eu ia num fast food, e tomava a Coca no copo sem canudinho, só dava eu lá com o copo sem a tampa tomando na boca. Na terceira vez decidi tentar pedir um canudinho, não sabendo falar canudinho (straw), então comecei a descrever um canudinho, lembro que foi algo mais ou menos assim traduzindo em português: "por favor me vê uma forma cilíndrica de plástico com passagem de ar no meio que usamos para extrair a Coca do copo", agora imagina, você trabalha no MAC e chega um cara falando isso para você (risos).

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Além desta você alguma dificuldade com o vocabulário e a língua inglesa?

Dificuldade com a língua nos primeiros 6 meses são TODAS, digamos que agora no meio do quarto mês estou começando a respirar. Entende?

Fiquei sabendo que você trata a suas câmeras como se fossem namoradas, que história é essa? Se houvesse uma garota que por ela você tivesse que abandonar a câmera, qual seria sua reação?

3678463121_0cc659fc0b(risos) Sim trato câmera como namorada, quem dera eu ter tido namoradas tão boas quanto minhas câmeras, mas é um relacionamento muito forte mesmo. Óbvio que nunca trocaria fotografia por mulher!!!! E isso seria raro de acontecer, também pensando no fato de que esse é um fator que atrai mulheres. Mas uma coisa é fato, eu não namoro uma garota que não goste de foto ou não goste de ser fotografada, mas não mesmo!! Isso pra mim não teria a mínima graça (risos).

Um país novo parece sempre ter mais o que fotografar, mas se você voltasse pro Brasil qual seria a primeira coisa que você fotografaria?

Voltando para o Brasil eu amaria fotografar Osasco, isso é engraçado, mas é porque meu senso de arquitetura mudou, então me acostumei com coisas parecidas que seguem um padrão, uma lógica, um sistema por inteiro. Em Osasco, uma cidade construída dia após dia, isso não existe, e uma arquitetura louca sem era nem beira que vai ser muito interessante para mim quando voltar com um olhar diferente.

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O que mais te inspira para criar a foto?

Depende muito, quando quero fazer algo interessante sempre procuro um ponto de referência para não sair apenas tirando fotos do nada. Mas geralmente minhas fotos andam de acordo com meu humor, com meu lado sentimental, afinal arte sempre mostra algo a respeito do artista e a fotografia não muda tanto, principalmente os tons de cores que o fotógrafo gosta de trabalhar.

Você teria alguma música, ou artista que te inspira a fotografar?

Música me ajuda muito, e fotógrafos também, principalmente! Não só famosos, mais fotógrafos normais, porém com visões diferentes me ajudam muito.

Como é a sua relação com o cinema? E qual foi sua experiência num Set?

3654164487_15395bbff6Minha relação com o cinema e totalmente "closed" diríamos, tenho a grande intenção de me tornar "Diretor de fotografia cinematográfica", ele é simplesmente o responsável pelo filme ficar visualmente bonito. Tenho certo interesse em Direção geral, mas muitos pontos me fazem não querer e não ter paciência para essa carreira.Amo cinema de maneira incrível dos filmes mais bobos aos mais junks !

Os Set's, bom, já estive em dois Set's e foi muito bom, foram duas coisas que me confirmaram que cinema é trabalho pesado, mais do que as pessoas pensam; e que cinema não é pegar uma câmera e filmar, ou seja, não e fácil, nem um pouco. Tão difícil quanto medicina ou engenharia, mas ver um filme pronto faz parecer fácil. Digo o mesmo para fotografia. Me irrita, porque pessoas pegam suas respectivas câmeras e acham que tudo é fácil, mal sabem que o trabalho de criar uma foto com uma intenção é 100% diferente de ir pro parque e ficar tirando foto na arvore e fazendo book, isso e fácil, obvio, mas fotografia vai um milhão de vezes além. Cinema e algo para ricos, mas muitas vezes eles são ricos de mais para sujar as mãos trabalhando com cinema, então você pode não ser rico, mas pode ser muito bom e será achado.

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Planos pra um futuro? Seja ele próximo ou distante?

Planos, nossa, tenho mil. Mas todos eles, dependem de como aconteceram os planos que ainda estão sendo executados, Mas pra esclarecer um pouco mais, a volta para o Brasil não vai ser tão breve, e na volta pretendo criar com algumas pessoas projetos de artes visuais (fotografia e etc.) grátis em escolas do governo, mas isso não é tão simples, enfim, tenho vontade de compartilhar meu conhecimento gratuitamente.

Saudade. Será algum dia capaz de esquecer o que significa a palavra tão peculiar no vocabulário brasileiro?

3654951560_0e6ba2c053Saudade, isso é um grande inimigo aqui, infelizmente na terra fria se você não congela um pouco seu coração você estará sempre doente. Eu simplesmente não posso sentir saudades, porque sentir saudades sozinho é muito diferente do que sentir saudade acompanhado, então pra quem vai é mais difícil do que para todos os outros que ficam, procuro não lembrar muito das pessoas que deixei, nao ficar com aquela coisa de contato sempre e sempre, preencher minha mente e ter muito foco no objetivos. Mas no fim, a saudade sempre te pega uma hora ou outra.

Cultura, arte... Qual o maior impacto entre a realidade do Brasil para a Europa?

3592693549_57b7bbefb9Impacto? Essa pergunta da um artigo de 100 paginas, mas vamos  resumir: o impacto é geral, primeiro que Londres uma cidade cosmopolita, aqui você encontra quase todas as raças do mundo dividindo o mesmo teto, de indianos a russos, de brasileiros a tailandeses, então você vê um pouco do mundo inteiro. A própria Inglaterra, o fator Capital da Libra faz toda a diferença nesse tal impacto também, então Londres é uma cidade influenciada por milhares de culturas, alem da sua própria (inglesa) e todas de baixo de uma chuva de “pounds”, deixando mais claro, um brasileiro aqui pode ser diferente que no Brasil, o fator dinheiro implica muito numa cultura e percebesse isso quando passa alguns meses aqui e nota que em geral pessoas são iguais, mais as questões sociais tornam-as diferentes. Falar sobre impacto étnico em Londres é escrever livros e mais livros, pois é um assunto muito abrangente. Mas em geral adianto o seguinte: Londres não parece com o Brasil do mesmo jeito que preto não parece com branco, que água não parece com pedra, porém ao mesmo tempo as diferenças são formadas por pessoas que parecem diferentes, mas no fim são iguais...(risos) Não sei se isso vai ficar claro. Mas pra quem gosta de estudo étnico e sociologia vir pra Londres é quase fazer uma pós nisso.

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Valeu ruivo pela entrevista! E boa sorte ai na cidade do Big Ben.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cinema de Cachorro

No próximo dia 7 e 8 (Agosto de 2009) a banda gaúcha, Cachorro Grande, lançará sem novo álbum Cinema <link execução do álbum> no Sesc Pompéia – São Paulo. O novo CD da banda traz o mesmo som inspirado em Beatles, Who e Rolling Stones, só que com uma influência do cinema, além de efeitos sonoros de pássaros, motos e outros clássicos sons cinematográficos. Destaque para as músicas “Dance Agora” e “Pessoas Vazias”. A venda de ingressos começa no dia 25/07 (Informação do Sesc – eu tentei comprar hoje no local, mas não deu muito certo).

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http://www.cachorrogrande.com.br/ 

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Minha homenagem

     Quem nunca dançou Triller? Tentou fazer um Moon Walk ou qualquer coisa à la Michael Jackson? Ele será inesquecível, sabemos que será. Então vamos ficar com gostinho de Triller na boca e curtir essa cena incrível de “De repente 30”.

Pergunta: “E agora com quem ficam os direitos sobre as musicas dos Beatles?”.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estréias de 2009

Aproveitando que o ultimo post foi sobre filmes, vou "pegar" a onda e falar sobre 4 estréias desse ano, para nos divertir enquanto aguardamos ansiosamente a nova produção de Tim Burton.


Uma grande estréia para fim de 2009, é a versão animada do clássico de Charles Dickens, A Christmas Carol.
Com ninguém menos que
Jim Carrey como Ebenezer Scrooge. (Mais uma chance pra ver Jim Carrey no bom e velho estilo Conde Olaf!)
E a super participação especial de Gary Oldman, fazendo três personagens.
A direção do filme fica por conta de Robert Zemeckis (o mesmo de Forrest Gump, O Expresso Polar e A Lenda de Beowulf).
Esse de fato é um ótimo filme pré- Alice no País das Maravilhas.








Outra estréia é Post Grad, com Alexis Bledel (nossa querida e eterna Rory Gilmore).
O filme conta a história de Ryden Malby, que ao concluir a faculdade é forçada a retornar para sua cidade natal, onde vive sua excêntrica família. Lá, ela precisa encontrar um emprego, um namorado e um rumo para sua vida.

O filme é mais uma típica comédia romântica, que promete boas risadas e um possível final previsível, maaaas tudo pelas Gilmore Girls.
A coisa que mais me surpreendeu sobre esse filme, foi ele Rodrigo Santoro.E pelo que pude entender, em um papel de grande importância na história. É, pelo menos teremos o Brasil representado!





Para novembro New Moon, a continuação da saga de Twilight. O segundo filme promete ser melhor e ter mais ação que o primeiro (e assim espero!). A dica é não criar muitas expectativas, pois as chances de decepção são grandes, assim como o anterior, devido a falta de fidelidade ao livro. Mas nós (eu, particularmente), fãs da obra de Stephanie Meyer, não deixaremos de assistir, afinal é uma boa distração, e de quebra Robert Pattinson, Taylor Lautner, Kellan Lutz e Jackson Rathbone.
Ah, não posso deixar de lembrar que o filme terá muita gente (homens) sem camisa. Por isso não levem crianças pro cinema (elas só enchem o saco).


Usando o bonito (?) clichê "pra fechar com chave de ouro", a mais importante e esperada estréia do ano: Harry Potter and the Half-Blood Prince!
Só de pensar fico histérica. Então a única coisa que posso lhes dizer é: preparem o coração, levem uma caixa de lenços de papel para a sessão, tentem não roer as unhas de nervoso e ansiedade, e gritem quando o símbolo da Warner aparecer, já que essa é a penúltima vez que isso será possível.





Lembrando que Harry Potter e New Moon tem sessão de fãs na estréia feita pela Hogfriends e Twilight Universe respectivamente, e por experiência própria vale a pena ver o filme onde só tem fãs. (E não tem crianças e velhos chatos principalmente!)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tim Burton in Wonderland

A parceria que teve inicio em 1990 e, desde então, só produziu ótimos resultados, tem novidades... Sim, estou falando deles mesmo, o cineasta mais excêntrico e maravilhoso de Hollywood e o astro mais lindo e sexy de todos os tempos, a dupla dinâmica, Tim Burton & Johnny Depp.
*grita*
A mais nova(tudo bem que a notícia é velha) aposta do querido Tio Tim é o fantástico mundo da garotinha perdida da obra de Lewis Carroll( Esse sim é ainda mais estranho, segundo fonte segura, o cara era pedófilo e adorava uma roupa roxa, principalmente cartolas), Alice no Pais das Maravilhas.
Quem melhor que Tio Tim para retratar o imaginário abitolado de Carroll? Tenho certeza que o filme será recheado de coisas loucas que só Tim teria a capacidade de imaginar e, o lindíssimo Johnny Depp, como chapeleiro louco, de fazer.Imaginem?
Creio que a vertente de criação de Tim e Carroll sejam a mesma, eles são completamente doidos(cada um a sua maneira) e (também a sua maneira), adoráveis.
A curiosa Alice de Tim só estréia ano que vem, enquanto isso, fiquem com algumas imagens, que foram divulgadas hoje, para aguçar sua curiosidade.
Espero que o filme seja mesmo bom, pois estarei aguardando ansiosa e, caso não seja, por favor, não cortem a cabeça do gênio Tim Burton.




Foto: o Chapeleiro Louco (Johnny Depp).


Foto: a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter).


Foto: a Rainha Branca (Anne Hathaway).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cinzas diminutas

    Três jovens. Três histórias. Uma revolução. Uma paixão ensurdecedora. Um pintor. Um poeta. Um cineasta.

LittleAshes_Poster_4R5    1922, Madri passa por uma revolução cultural influenciada por Freud, pelo Jazz e o avant-garde. E em meio às turbulências surge um rapaz de 18 anos, que ao entrar na faculdade ambiciona ser um grande artista, seu nome? Salvador Dalí (Robert Pattinson). Este jovem atrai para si, como toda maré boa, dois outros nomes que ganhariam os louros da fama algum tempo depois, Federico García Lorca (Javier Baltrán) e Luis Buñuel (Matthew McNulty).

    Ainda não se deu conta do que estamos falando? Este é um filme que anda dando o que falar pelos quatro cantos do mundo, e também que não promete um final feliz (será esse mais um fim lorquiano?). Little Ashes. Filme de Paul Morrison (A bela da tarde e Anjo exterminador) que estreou há pouco nos EUA e não tem qualquer previsão de lançamento no Brasil. O que nos resta é esperar e assistir o trailler (abaixo) ou ver o site oficial do filme. 

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Velvet Goldmine

Marcas Technorati: ,,,

velvet2Purpurina, glam, sensualidade, pop arte, Rock e muito Rock em um dos melhores filmes jamais feitos.

Velvet Goldmine, um filme surpreendente e uma pseudo-biografia não autorizada, produzido em 1998 por Todd Haymes na Inglaterra. Feito sob medida para os fãs do Glam Rock, o filme baseado na tragetória de ídolos pop como David Bowie e seu personagem Ziggy Stardust, Iggy Pop e Oscar Wilde trás uma visão inusitada e que hipnotiza o espectador, mesmo que ele não conheça a história por detrás da trama.

velvet-goldmine-poster03Podemos dizer que o personagem principal, ou pelo menos o que encabeça toda uma influencia durante o filme, é Brian Slade (Jonathan Rhys-Meyers) livremente inspirado na tragetória de David Bowie e sua turnê, The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, este um grande músico da época que encabeça o movimento Glam com muito brilho, unhas pintadas, maquiagem, androginia e Rock’n Roll. Brian em uma das primeiras cenas do filme forja sua morte no palco, muitos anos depois um jornalista, Arthur Stuart (Christian Bale), é forçado a reabrir o caso e fornecer uma matéria sobre a falsa morte de Brian Slade. O Jornalista no decorrer de suas descobertas passa a revivesciar suas experiencias com o Glam Rock e seus próprio envolvimento com os atos vividos pelos astros. No tear da trama estão Mandy Svelvet-goldmine01lade (Toni Collette) ex-esposa de Brian e Curt Wild (Ewan McGregor) que é um personagem inspirado em Iggy Pop e também um ídolo imensurável para Brian. Brian, Mandy e Curt envolvem-se de tal maneira com o Glam e o amor que torna-se  impossível saber o que é pela arte e o que é pelo amor e adoração.

A trilha sonora é fantástica, com participações de Tom York e Placebo, o que torna o filme ainda mais apaixonante e por que não real?

Muitos críticos olham o filme de modo visual, pois desde a cenografia à maquiagem tudo é muito perfeito, mas não é só isso que torna o filme imperdível, é também o fato das relações humanas serem tão estreitas e verídicas. Um filme surpreendente, mesmo para aqueles que não sabem o que é o tal Glam Rock, Bowie ou Pop.

sábado, 18 de abril de 2009

Tá tudo FREE!

Feriadão prolongado. Você foi viajar? Não? Pensando em sair? E é exatamente nessa hora que você descobre que não tem muito dinheiro, o máximo que tem dá pra pagar é a passagem de ônibus ou metrô. Perfeito, para curtir seu lazer na cidade de São Paulo não é preciso gastar mais que isso. O site Catraca Livre dá a dica e nós selecionamos as melhores pedidas de hoje até terça-feira.

Dia 21, terça-feira, o cantor italiano Andrea Bocelli fará uma apresentação na faixa para os fãs brasileiros. No Parque da Independência (av. Nazaré, s/ nº, Ipiranga, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2068-0032) às 16 horas.

Outra dica é o Panorama do cinema inglês contemporâneo que vai até o dia 1ª de Maio e neste feriado apresenta os filmes: “Garotas do Futuro” (dia 18, 17h30); “Segredos e mentiras” (dia 19, 17h); “Topsy-Turvy – O espetáculo” (dia 18, 19h30); “Eduardo II” (dia 21, 19h30); “Muito barulho por nada” (dia 21, 17h) e “O beijo da borboleta” (dia 21, 15h). Quase na faixa, o programa sai por apenas 1R$ por filme, os filmes podem ser assistidos na Galeria Olido (Av. São João, 473. Centro. Próximo das estações República, Anhangabaú e São Bento do metrô. Tel.
(11) 3334-0001)

Outra boa pedida é a apresentação da banda Los Porongas na Livraria Cultura do Shopping Bourbon às 18 horas, o som da banda é um misto de muitos outros sons o que torna o show algo inusitado e experimental.

Exposição de artes e pensamentos, esta é a “A estranha idéia de ser gente” que pode ser vista no SESC Pompéia (R. Clélia, 93. Pompéia, zona oeste. Tel. (11) 3871-7700).

Shirley Valentine (Betty Faria) se dá conta de que sua vida está vazia e solitária. Mas tudo muda quando uma amiga a convida para uma viagem à Grécia. O fim desta história lúdica e cotidiana pode ser conferida no Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112. Centro. Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô. Tel.
(11) 3113-3651 e (11) 3113-3652.) e o melhor de tudo: NA FAIXA.

Além destas opções o site Catraca Livre oferece muitas mais opções para não só esse feriadão como qualquer outro dia do ano, sendo que quase todos os programas tem sua “catraca livre”.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Heterossexualização

Qual o problema do cinema? Não digo do cinema em geral, e sim do cinema com personagens homossexuais. Essa pergunta me veio quando estava assistindo “A razão do meu afeto”, um filme interessante com a Jennifer Aniston. Vamos partir para uma pequena sinopse do filme: George (Paul Rudd) briga com o namorado e vai morar com uma amiga Nina (Jennifer Aniston), então ela tem um filho com o namorado e pede que o amigo gay crie o bebê, enfim chega a cena em que Nina e George se beijam e quase transam. Aí está o problema, por que gays sempre tem que ficar com uma garota nos filmes? É como se ser gay fosse uma opção e eles “estivessem” o tempo inteiro gays porque nunca conheceram a garota certa.E não é só neste filme que isso acontece. Vejamos “O casamento do meu melhor amigo” com a Julia Roberts, na última cena ela fica com o melhor amigo gay e vem a maravilhosa frase onde eles poderão ser um bom casal, só não terão sexo. Há muita hipocrisia em querer acreditar que quando tudo suja o amigo gay vai te salvar de um afogamento amoroso. Esta história não é uma exclusividade de filmes hollywoodianos, vejamos o filme francês “Baby Love” em que a mãe de aluguel para um gay sente-se muito atraída pelo futuro pai do seu filho. Incrível como muda o país e a linguagem não muda em nada, há beijos, sexo, e ele até se entrega à garota, um remake da cena de “A razão do meu afeto”. E para ser bem sincero não é somente em filmes que isso acontece. A serie “Will & Grace” traz em sua última temporada um amor encubado pela dupla protagonista, esquecendo até mesmo que ele é muito gay e que isso está virando um clichê. Sem contar que em Queer as folk o Emmett passa por uma crise hetero e percebe que esse caminho não é pra ele. Sorte pra ele que resolveu ser sincero, ou para qualquer outro que independente da sexualidade resolveu abrir o jogo e encarar seus sentimentos como o número um da lista. Amor hetero-gay eu já citei, mas também há os amores hetero-lesbicos. “Canções de amor”, filme francês com Louis Garrel, traz uma paixonite entre a personagem lésbica Alice e um homem. Porém esse filme traz o contraponto que eu desejava, o personagem de Louis Garrel neste mesmo filme tem um caso com um cara, exato, o caso contrario à “heterossexualização” e isso perdoa qualquer outro ponto de vista, pois na vida há mudanças sejam elas para o comum ou inusitado. Também vale ressaltar que em “A razão do meu afeto” o gay termina com um namorado no final, em “O casamento do meu melhor amigo” haverá amizade/amor e não o fogo de um casal, em “Baby Love” o personagem gay continua sendo gay, em “Will & Grace” eles sempre pareceram casal, e em “Canções de amor” há uma trama muito complexa que envolve coisas muito além das sexualidades. Então considerem esse texto como um lapso que conseguiu não chegar a ponto nenhum a não ser o direito de ir e vir de cada pessoa. E eu só começarei uma nova discussão se alguém me disser que o Brian (Queer as folk) e a Shane (The L world) viraram um casal.

sábado, 6 de setembro de 2008

O mal branco (estréia e cenas paulistas)

Para escrever essa matéria estou sem dormir há mais de 32 horas, mas quem se importa? O importante é que eu assisti a pré-pré-estréia de Blindness (Ensaio sobre a cegueira), e meu Deus, o filme é ótimo como filme, mesmo eu tendo me decepcionado por coisas que estavam no livro e na telona nada. Porém se você nunca leu o livro o filme consegue ser intrigante, dramático, triste, engraçado, uma verdadeira enxurrada de emoções.
Eu já contei sobre o filme, mas eu não disse o quão estranho é você ver na telona tudo aquilo que você sentiu no livro. Fora a ótima direção e maravilhosa atuação, embora haja atuações que me deixaram decepcionado, como a da Alice Braga que no livro era tão lívida e no filme se tornou uma sonsa, ou mesmo a atuação do Gael Garcia Bernal que colocou tanto humor no papel que em certos momentos era impossível odiá-lo como é necessário no livro, onde já se viu um vilão que canta e dança, ridiculamente, os versos “I just called to say I love you / I just called to say how much I care, I do”.
O filme chega a ser decepcionante por tentar comprimir centenas de páginas em um filme de duas horas, mas isso é regra básica: “Quanto de leite é gasto para se fazer um leite condensado?” e também não há duvidas de que a relação livro e filme, independente da obra, é como a relação casamento “No papel tudo é na base da imaginação e fiel, já na vida real... sacode que tá difícil.”.
Não sei se o problema é eu esperar demais por algo e quando chega na hora, chega a ser chato, não por quê seja realmente chato e sim porque eu esperei demais por aquilo, frustração gerada através de superexpectatíva.
Enfim, o filme é ótimo em proporções cinematográficas, é um filme que não tem nacionalidade, não pode ser classificado, não tem comparações. Creio que esse filme seja um novo marco sobre a visão cinematográfica. Um filme que não dá pra sair de dentro da sala sem dizer “uau”, não se emocionar, e não mudar a perspectiva dos olhares para o mundo.
1º, o filme é maravilhoso, sem comparações. 2º, filme para se ver muitas vezes sem enjoar.3º, atuação maravilhosa da Julianne Moore e do Danny Glover. 4º, leia o livro, pois só o livro consegue ser mais completo e extasiante.

"Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança."

Fique com imagens de lugares que foram utilizados para gravar o filme.

Mark Ruffalo ao largo do rio pinheiros.


Elenco de Blindness na Nova ponte estaiada.



Cenário de Blindness no bairro de Higienópolis.


Julianne Moore e Mark Ruffalo nas imediações do Anhangabaú.



Julianne Moore e Mark Ruffalo no centro velho de São Paulo.



Blindness no Teatro municipal de São Paulo.


Teatro municipal de São Paulo transfigurado para o filme.

Julianne Moore e Mark Ruffalo debaixo do Minhocâo em São Paulo.

Sobre o Minhocão.

"Recolhe" da CPTM, em Osasco, onde foi gravada uma das cenas do filme.