Três jovens saem de casa por diversos motivos. Lud, 22 anos, baladeira de plantão, resolve sair de casa porque precisa de mais liberdade e principalmente porque quer aumentar o volume do seu som. Felipe, 20 anos, nascido no Rio Grande do Sul, mora em São Paulo com a namorada e é modelo, até que esta diz que esta tudo acabado entre eles e ele sai sem rumo pela cidade sem um teto para morar. Teco, 23 anos, mora em Bauru (interior de São Paulo) com a família, quando resolve fazer uma viagem para Inglaterra, onde é barrado por portar maconha, este volta para a cidade de São Paulo onde se vê sem rumo e sem coragem de voltar pra casa.
Os três ainda não se conhecem, mas até o final da noite.
A serie produzida pela Mixer juntamente com a MTV Brasil pretende atrair o público mais adulto (maiores de 18 anos) para a emissora, tida como teenager. Os Descolados estreia hoje às 23:30 na MTV.
Qualquer coisinha se liga no site dos Descolados.
E não é só neste filme que isso acontece. Vejamos “O casamento do meu melhor amigo” com a Julia Roberts, na última cena ela fica com o melhor amigo gay e vem a maravilhosa frase onde eles poderão ser um bom casal, só não terão sexo. Há muita hipocrisia em querer acreditar que quando tudo suja o amigo gay vai te salvar de um afogamento amoroso.
Esta história não é uma exclusividade de filmes hollywoodianos, vejamos o filme francês “Baby Love” em que a mãe de aluguel para um gay sente-se muito atraída pelo futuro pai do seu filho. Incrível como muda o país e a linguagem não muda em nada, há beijos, sexo, e ele até se entrega à garota, um remake da cena de “A razão do meu afeto”.
E para ser bem sincero não é somente em filmes que isso acontece. A serie “Will & Grace” traz em sua última temporada um amor encubado pela dupla protagonista, esquecendo até mesmo que ele é muito gay e que isso está virando um clichê.
Sem contar que em Queer as folk o Emmett passa por uma crise hetero e percebe que esse caminho não é pra ele. Sorte pra ele que resolveu ser sincero, ou para qualquer outro que independente da sexualidade resolveu abrir o jogo e encarar seus sentimentos como o número um da lista.
Amor hetero-gay eu já citei, mas também há os amores hetero-lesbicos. “Canções de amor”, filme francês com Louis Garrel, traz uma paixonite entre a personagem lésbica Alice e um homem. Porém esse filme traz o contraponto que eu desejava, o personagem de Louis Garrel neste mesmo filme tem um caso com um cara, exato, o caso contrario à “heterossexualização” e isso perdoa qualquer outro ponto de vista, pois na vida há mudanças sejam elas para o comum ou inusitado.
Também vale ressaltar que em “A razão do meu afeto” o gay termina com um namorado no final, em “O casamento do meu melhor amigo” haverá amizade/amor e não o fogo de um casal, em “Baby Love” o personagem gay continua sendo gay, em “Will & Grace” eles sempre pareceram casal, e em “Canções de amor” há uma trama muito complexa que envolve coisas muito além das sexualidades. Então considerem esse texto como um lapso que conseguiu não chegar a ponto nenhum a não ser o direito de ir e vir de cada pessoa. E eu só começarei uma nova discussão se alguém me disser que o Brian (Queer as folk) e a Shane (The L world) viraram um casal.