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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Redhead Photographer

Algum tempo atrás, um amigo meu foi para Londres, o nome dele é Gabriel Bezerra. Ele é fotógrafo, e tem muita coisa boa pra falar sobre a terra da Rainha e sua experiência profissional. Caso bata uma curiosidade de ver as fotos dele deixo aqui o link do Flickr, vale a pena conferir, não é porque é meu amigo, mas porque tem muita classe, estilo e tem visão de mundo. Confira a entrevista que a The Descolaters Magazine fez com nosso amigo ruivo.

Gabriel 

Como foi toda essa mudança de São Paulo a Londres?

A mudança é radical, poucos dias antes de você deixar o Brasil sente a sensação de deixar de existir, porque o seu mundo não será mais o seu, e uma sensação parecida com a de se formar na escola, você olha e fala “esse mundo acabou para mim agora”, e da um certo frio na barriga. Mas com um efeito muito grande, foi muito engraçado porque eu estava tão tranquilo e algumas pessoas falavam “meu, parece que eu estou mais nervoso que você que está indo”. Uma vez coloquei a cabeça no que estava acontecendo e um medo imenso começou a tomar conta, então decidi simplesmente não pensar na ida enquanto não entrasse no avião. Porém em paralelo eu já não estava no Brasil uns 5 dias antes de deixá-lo, uma sensação inexplicável, começar a olhar as pessoas, os lugares como se não estivesse no mesmo plano que eles como se estivesse assistindo um filme, porque você sabe que basicamente essa já não é mais a sua realidade.

3711594356_6370ec1ab7Desde quando você está no Reino Unido? Pretende ficar até quando?

Estou desde 10 de março e irei ficar até... (risos) teoricamente seria um ano, mais talvez 2 talvez ate as olimpíadas, e depois volto para o Brasil, mas sinceramente não da para saber, aqui acontece de tudo, a gente nunca sabe o amanhã.

O que mais sentiu falta durante a primeira semana na terra da rainha?

(risos) Primeira semana, a água, porque a água daqui tem muito calcário e blá blá blá. Enfim, não é igual a água do Brasil. Basicamente isso, primeira semana você não sente falta de muita coisa.

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O que te levou a fazer essa viagem até a Europa?

A intenção surgiu a mais de 5 anos, quando me veio a oportunidade através dos meus tios, com o tempo o sonho foi tomando conta e fui lutando ate transformá-lo em algo real. A vontade de aprender a língua com fluência para me ajudar na área profissional era uma das intenções, porém mais que isso era a vontade de deixar o mundinho e mudar 100% a minha vida.

Qual a coisa mais engraçada que aconteceu desde que você  chegou aí?

3758109106_321076dcdaOlha é difícil falar, minha vida em geral e um sarro, eu teria que ficar aqui falando muito, mas em geral minhas tentativas no primeiro mês de explicar coisas que não sabia na língua que eu não dominava foi um sarro, por exemplo: comprar um skate, essa foi a compra mais difícil da minha vida, porque eu não sabia falar "barato” em inglês e só sabia falar duas pecas de um skate em inglês, mas não me dei conta disso antes de entrar na loja, e fiquei duas horas para comprar um skate.

Conta um pouco dessa história de Natasha e o episodio do canudinho.

Natasha era o nome que me davam quando eu fazia alguma pérola, coisa que eu tinha muitas, enfim, não fui eu que inventei isso, a droga na sociedade hoje em dia continua tão forte, então as pessoas inventam cada coisa sem sentido (risos). O canudinho foi realmente ridículo, porque era a segunda vez que eu ia num fast food, e tomava a Coca no copo sem canudinho, só dava eu lá com o copo sem a tampa tomando na boca. Na terceira vez decidi tentar pedir um canudinho, não sabendo falar canudinho (straw), então comecei a descrever um canudinho, lembro que foi algo mais ou menos assim traduzindo em português: "por favor me vê uma forma cilíndrica de plástico com passagem de ar no meio que usamos para extrair a Coca do copo", agora imagina, você trabalha no MAC e chega um cara falando isso para você (risos).

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Além desta você alguma dificuldade com o vocabulário e a língua inglesa?

Dificuldade com a língua nos primeiros 6 meses são TODAS, digamos que agora no meio do quarto mês estou começando a respirar. Entende?

Fiquei sabendo que você trata a suas câmeras como se fossem namoradas, que história é essa? Se houvesse uma garota que por ela você tivesse que abandonar a câmera, qual seria sua reação?

3678463121_0cc659fc0b(risos) Sim trato câmera como namorada, quem dera eu ter tido namoradas tão boas quanto minhas câmeras, mas é um relacionamento muito forte mesmo. Óbvio que nunca trocaria fotografia por mulher!!!! E isso seria raro de acontecer, também pensando no fato de que esse é um fator que atrai mulheres. Mas uma coisa é fato, eu não namoro uma garota que não goste de foto ou não goste de ser fotografada, mas não mesmo!! Isso pra mim não teria a mínima graça (risos).

Um país novo parece sempre ter mais o que fotografar, mas se você voltasse pro Brasil qual seria a primeira coisa que você fotografaria?

Voltando para o Brasil eu amaria fotografar Osasco, isso é engraçado, mas é porque meu senso de arquitetura mudou, então me acostumei com coisas parecidas que seguem um padrão, uma lógica, um sistema por inteiro. Em Osasco, uma cidade construída dia após dia, isso não existe, e uma arquitetura louca sem era nem beira que vai ser muito interessante para mim quando voltar com um olhar diferente.

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O que mais te inspira para criar a foto?

Depende muito, quando quero fazer algo interessante sempre procuro um ponto de referência para não sair apenas tirando fotos do nada. Mas geralmente minhas fotos andam de acordo com meu humor, com meu lado sentimental, afinal arte sempre mostra algo a respeito do artista e a fotografia não muda tanto, principalmente os tons de cores que o fotógrafo gosta de trabalhar.

Você teria alguma música, ou artista que te inspira a fotografar?

Música me ajuda muito, e fotógrafos também, principalmente! Não só famosos, mais fotógrafos normais, porém com visões diferentes me ajudam muito.

Como é a sua relação com o cinema? E qual foi sua experiência num Set?

3654164487_15395bbff6Minha relação com o cinema e totalmente "closed" diríamos, tenho a grande intenção de me tornar "Diretor de fotografia cinematográfica", ele é simplesmente o responsável pelo filme ficar visualmente bonito. Tenho certo interesse em Direção geral, mas muitos pontos me fazem não querer e não ter paciência para essa carreira.Amo cinema de maneira incrível dos filmes mais bobos aos mais junks !

Os Set's, bom, já estive em dois Set's e foi muito bom, foram duas coisas que me confirmaram que cinema é trabalho pesado, mais do que as pessoas pensam; e que cinema não é pegar uma câmera e filmar, ou seja, não e fácil, nem um pouco. Tão difícil quanto medicina ou engenharia, mas ver um filme pronto faz parecer fácil. Digo o mesmo para fotografia. Me irrita, porque pessoas pegam suas respectivas câmeras e acham que tudo é fácil, mal sabem que o trabalho de criar uma foto com uma intenção é 100% diferente de ir pro parque e ficar tirando foto na arvore e fazendo book, isso e fácil, obvio, mas fotografia vai um milhão de vezes além. Cinema e algo para ricos, mas muitas vezes eles são ricos de mais para sujar as mãos trabalhando com cinema, então você pode não ser rico, mas pode ser muito bom e será achado.

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Planos pra um futuro? Seja ele próximo ou distante?

Planos, nossa, tenho mil. Mas todos eles, dependem de como aconteceram os planos que ainda estão sendo executados, Mas pra esclarecer um pouco mais, a volta para o Brasil não vai ser tão breve, e na volta pretendo criar com algumas pessoas projetos de artes visuais (fotografia e etc.) grátis em escolas do governo, mas isso não é tão simples, enfim, tenho vontade de compartilhar meu conhecimento gratuitamente.

Saudade. Será algum dia capaz de esquecer o que significa a palavra tão peculiar no vocabulário brasileiro?

3654951560_0e6ba2c053Saudade, isso é um grande inimigo aqui, infelizmente na terra fria se você não congela um pouco seu coração você estará sempre doente. Eu simplesmente não posso sentir saudades, porque sentir saudades sozinho é muito diferente do que sentir saudade acompanhado, então pra quem vai é mais difícil do que para todos os outros que ficam, procuro não lembrar muito das pessoas que deixei, nao ficar com aquela coisa de contato sempre e sempre, preencher minha mente e ter muito foco no objetivos. Mas no fim, a saudade sempre te pega uma hora ou outra.

Cultura, arte... Qual o maior impacto entre a realidade do Brasil para a Europa?

3592693549_57b7bbefb9Impacto? Essa pergunta da um artigo de 100 paginas, mas vamos  resumir: o impacto é geral, primeiro que Londres uma cidade cosmopolita, aqui você encontra quase todas as raças do mundo dividindo o mesmo teto, de indianos a russos, de brasileiros a tailandeses, então você vê um pouco do mundo inteiro. A própria Inglaterra, o fator Capital da Libra faz toda a diferença nesse tal impacto também, então Londres é uma cidade influenciada por milhares de culturas, alem da sua própria (inglesa) e todas de baixo de uma chuva de “pounds”, deixando mais claro, um brasileiro aqui pode ser diferente que no Brasil, o fator dinheiro implica muito numa cultura e percebesse isso quando passa alguns meses aqui e nota que em geral pessoas são iguais, mais as questões sociais tornam-as diferentes. Falar sobre impacto étnico em Londres é escrever livros e mais livros, pois é um assunto muito abrangente. Mas em geral adianto o seguinte: Londres não parece com o Brasil do mesmo jeito que preto não parece com branco, que água não parece com pedra, porém ao mesmo tempo as diferenças são formadas por pessoas que parecem diferentes, mas no fim são iguais...(risos) Não sei se isso vai ficar claro. Mas pra quem gosta de estudo étnico e sociologia vir pra Londres é quase fazer uma pós nisso.

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Valeu ruivo pela entrevista! E boa sorte ai na cidade do Big Ben.

domingo, 15 de março de 2009

Caminhando pelas Índias

Minha primeira entrevista single, entrevista única e onde fui surpreendido, pois caracterizamos um país pelo que nos dizem dele, e a mídia mostra, mas dessa vez eu resolvi ir mais fundo e entrevistei um amigo que está fazendo intercâmbio na Índia, um país que é praticamente o da novela, Caminho das Índias, a não ser pelo diferente ponto de vista de um jovem de 18 anos que está lá há sete meses fazendo intercâmbio cultural.
De início ele estava falando com a mãe dele no Brasil então tive que esperar até poder realmente começar a entrevista via Messenger, no começo a entrevista parecia uma coisa séria, mas devido ao tempo que nos conhecemos virou uma verdadeira intimidade.

Você prefere que eu escreva como Gust ou Gustavo Oliveira?
Você quem sabe.
Gust quando você foi pra Índia mesmo?
Dia 1 de agosto do ano passado. (2008)
A viagem em si foi algo planejado, curiosidade pelo país ou tem algo mais dentro do contexto?
Bom, a Índia em si foi a minha segunda escolha, eu queria ter ido pro Japão, mas eu tinha visto uma apresentação da Índia bem antes de fazer o intercâmbio e decidi que a Índia seria a minha segunda escolha por ter achado a cultura super interessante, e claro que também queria uma coisa diferente, um país asiático, então quando eu não consegui a vaga pro Japão, acabei escolhendo a Índia.
Antes você já tinha passado pela experiência de receber pessoas que fazem intercâmbio na sua casa, como acabou sendo essa experiência?
Foi legal ter um irmão por 4 meses, tirando que ele dormia comigo no meu quarto e era um pouco folgado, ele era de boa, mas depois do intercambio eu percebi que a partir do momento que você divide um quarto com uma pessoa, tudo muda.
Tudo muda em que sentido?

Até a pessoa mais legal do mundo vai te incomodar, nem que seja uma coisa mínima que ela faça.

Então você meio que indiretamente sente-se incomodar a pessoa que divide o quarto aí com você? Ou é ela mesmo que te incomoda?
Aqui eu só dividi o quarto na primeira família, então foi de boa, mas eu me sentia meio incomodado, como se eu tivesse invadindo não só o espaço do irmão, mas também da família sabe? Uma vez eu estava lá no quarto e tava com a minha mãe (Pessoa que recebe o intercambiário como se fosse um filho) e meu irmão de 10 anos e irmã de 12, e nós estávamos brincando do tipo que aqui, você tem que respeitar o irmão mais velho, então eu falei pro meu irmão pra ele ir dormir, e ele falou a expressão 'get lost' que significa se perca ou da o fora brincando também, mas eu me senti meio mal sabe?
Varias vezes eu me sentia mal de, por exemplo, acordar tarde também, porque você está de favor na casa da família, eles não tem obrigação de te receber e por um lado você se sente feliz em terem te aceitado mas por outro você também se sente incomodado de ser uma pessoa estranha na casa de uma família.

Falando em família, como foi a despedida da sua família aqui no Brasil?
Triste como sempre pra eles, mas excitante pra mim, porque eu estava muito ansioso com o fato de que eu iria estar sozinho a partir daquele momento.
E a solidão chegou a bater em algum momento?
Solidão aqui é chamado de homesick ou saudades de casa, e sim, frequentemente você sente isso principalmente no começo, Agora é mais uma ansiedade de querer ir embora, mas ao mesmo tempo querer muito ficar. Sem contar os amigos e as pessoas que vão esquecendo aos poucos que você existe.
Quando você chegou à Índia qual foi a sua primeira impressão?
"Puta que pariu... que que eu to fazendo aqui” – risos - Eu cheguei na época de monções, quando é muito quente e úmido, então depois de sair do aeroporto com muito sufoco, eu fiquei aliviado de chegar aonde eu queria e com MUITOOOO calor.
Muitas pessoas dizem que se sentem como se tivessem descido em um outro planeta quando estão apenas em outro país, confirma a tese ou é só bobagem mesmo?
Eu também pensava isso antes de sair do Brasil, mas é como se você nem tivesse saído de lá. Tem pessoas e não ETs. Poucas diferenças só que existem.
E ao mesmo tempo em que só de olhar, pelo menos pra mim, parece uma cultura muito diferente.
Sim, tem muita coisa diferente aqui, mas depois de um tempo você se acostuma. É um pais normal com uma cultura diferente, mas ainda assim são pessoas que respiram e vivem normalmente como se você fosse o estranho.
Então você era o ET?
Risos dos dois
Praticamente
Mudando do assunto ET na Índia, você conheceu bem a cultura daí certo?
Acho que sim, né?
E para poder ser condizente eu resolvi pesquisar coisa ou outra, que história é essa de comer com as mãos?
Mais risos - É super normal. Até eu já como com as mãos.
Mas só se pode comer com a mão direita?
Não. Você pode comer com as duas mãos, mas eles comem normalmente com a mão direita e com a outra eles pegam as coisas, copo, panela pra se servir mais porque a outra fica toda suja de comida.
Lendo sobre eu encontrei um artigo que falava sobre usar a esquerda somente para a higiene.
Risos – Não. Isso não tem nada a ver, eles usam a mão direita pra comer e a esquerda pra pegar as coisas, mas no banheiro como eles se limpam só com chuveirinho, então não tem contato direto com.... Acho que eles podem usar tanto a mão esquerda quanto a direita.
Então é só lenda mesmo.
Uhum
Em que cidade você mora atualmente?
Mumbai
Tem alguma coisa engraçada que aconteceu aí que você nunca imaginaria viver no seu país de origem?
A maioria das pessoas indianas quer falar comigo pelo fato de eu ser branco pensando que eu sou alguém famoso, então eles são muito cara de pau e perguntam coisas na sua cara sem restrição.
Coisas de que tipo?
Pessoas que você nunca viu na vida chegam pra você e te convidam pra sair ou pedem pra tirar foto com você e depois mostram pros outros falando que são seus melhores amigos ou perguntas indiscretas como: “você tem namorada?”. Eles são muito cara de pau, isso sim.
Falando em parecer um artista de cinema a Índia se mostra cada vez mais comprometida com o cinema, você já teve algum contato com Bollywood?
Esse é o orgulho da Índia. Uma vez por semana, pelo menos, lançam um filme novo de Bollywood que é famoso pelo fato de ter muitas danças indianas. Normalmente todos são em hindi então é difícil de entender.
E você já aprendeu a dançar como um indiano?
Aprendi umas danças que eu tive que dançar pra uma conferência que teve, mas eu planejo fazer mais ate o final.
Quanto à língua, a evolução sua em "hindi" foi boa ou nem saiu do bom dia e boa tarde?
Risos - na verdade não saiu do tudo bom e boa tarde. Inclusive porque aqui é uma mistura de línguas, então praticamente todo mundo fala inglês (tirando os vendedores de rua) e hindi. A minha família, por exemplo, é gujarat, então eles sabem falar inglês, gujarat e híndi. A minha família passada sabia falar tudo isso mais o marat que é a língua do estado onde eu estou.Então é foda aprender hindi, porque a família fala gujarat, amigos e escola em ingles e na rua é misturado de marat e híndi.O mais facil é falar o inglês mesmo.
Por quantas famílias você já passou?
Estou na terceira e última.
São quatro meses com cada, certo? Quais são as castas que você já passou?
Não existe esse negocio de castas, pelo menos não mais, aqui 15% da população rica e 85% pobre.
Aqui no Brasil há a novela caminho das Índias, e eles mostram muito isso de casta, seria então uma visão ultrapassada a que podemos ver todo dia na globo no horário nobre?
Definitivamente. Esse negocio de castas já sumiu faz tempo, pelo menos depois que a Índia ficou independente, ela começou a se ocidentalizar por causa que antes ela era colônia inglesa e com isso sumiu essas coisas de castas.
Mas os costumes indianos ainda existem, como abençoar maquinas para o trabalho, casamento entre desconhecidos e o conceito quanto a cultura e religião.
É relativo, como eu disse, a Índia está se ocidentalizando e por isso muito da cultura indiana ta se perdendo, casamento entre desconhecidos não existe mais. Existe casamento arranjado onde os noivos podem decidir se querem ou não se casar.
E o cigarro na Índia, como você se vira quanto ao fumo?
Aqui tem meio que barraquinhas quase em toda esquina que vende cigarros e vários tipos de tabaco. Só que ninguém da família ou do intercambio pode saber que eu fumo. Então normalmente eu fumo na rua ou na janela do meu quarto com a porta trancada.

E quanto ao homossexualismo? Quais são as regras da Índia?
Isso praticamente não existe aqui. Ou se existe, pode ter certeza que a pessoa é a escoria da sociedade, aqui provavelmente deve existir mas eles são muito reservados. Mesmo que a Índia tenha se ocidentalizado, não existem purpurinas brilhantes pela rua se é que você me entende.
Entendo. Para terminar uma perguntinha boba: O que você tem mais saudade no Brasil e qual a primeira coisa q pretende fazer quando chegar aqui?
Saudades eu tenho do que eu tinha quando eu tava no Brasil, da época gostosa que eu passei com meus amigos... Agora uma coisa que faz falta é a comida brasileira, não tem melhor. E também o frio, já que aqui na cidade que eu to não existe temperatura menor do que 25 graus.
Não tem nada que você pretende fazer assim que descer no aeroporto aqui em São Paulo?
Acho que comer um Big Mac.

Obrigado Gust pela entrevista!