Sabe o que é fazer 455 anos? É vivenciar a TV brasileira tomar rumo em suas terras com a TV Tupi. É possuir uma Virada Cultural de tirar o fôlego. Ter tantos museus que levasse muito tempo para conhecer todos. Ter restaurantes e hotéis que fazem qualquer um virar paulistano. Baladas e barzinhos abertos todos os dias.
Melhor que isso é ter 1.522,986 km² e poder dizer "sou maior que Londres" e "em mim há mais gente que lá também, cerca de 11 milhões de habitantes".
Posso dar uma de apresentadora de programas de discussão no horário da tarde?
"Pára tudo que eu encontrei um site prefeito, uma viagem por São Paulo que faz delirar!"
Não acredita? Tem pouca tecnologia ainda, mas tem coisas que surpreendem, te faz se sentir mais em São Paulo.
http://www.360cities.net/area/sao-paulo-brazil divirta-se viajando pela bela cidade de São Paulo.
Agora se o que você quer mesmo é aproveitar a cidade de São Paulo ao vivo e com cores variadas vale a pena ver essa matéria no ig e sair pra aproveitar esse quadringentésimo cinquentésimo quinto aniversário de São Paulo. Eu aproveitarei a meu modo, vocês aproveitem se quiserem.
24 de maio, grande avenida de São Paulo.
(Nessa foto ela tá bem calma, mas em horário de pico não há quem faça-a andar)






E não é só neste filme que isso acontece. Vejamos “O casamento do meu melhor amigo” com a Julia Roberts, na última cena ela fica com o melhor amigo gay e vem a maravilhosa frase onde eles poderão ser um bom casal, só não terão sexo. Há muita hipocrisia em querer acreditar que quando tudo suja o amigo gay vai te salvar de um afogamento amoroso.
Esta história não é uma exclusividade de filmes hollywoodianos, vejamos o filme francês “Baby Love” em que a mãe de aluguel para um gay sente-se muito atraída pelo futuro pai do seu filho. Incrível como muda o país e a linguagem não muda em nada, há beijos, sexo, e ele até se entrega à garota, um remake da cena de “A razão do meu afeto”.
E para ser bem sincero não é somente em filmes que isso acontece. A serie “Will & Grace” traz em sua última temporada um amor encubado pela dupla protagonista, esquecendo até mesmo que ele é muito gay e que isso está virando um clichê.
Sem contar que em Queer as folk o Emmett passa por uma crise hetero e percebe que esse caminho não é pra ele. Sorte pra ele que resolveu ser sincero, ou para qualquer outro que independente da sexualidade resolveu abrir o jogo e encarar seus sentimentos como o número um da lista.
Amor hetero-gay eu já citei, mas também há os amores hetero-lesbicos. “Canções de amor”, filme francês com Louis Garrel, traz uma paixonite entre a personagem lésbica Alice e um homem. Porém esse filme traz o contraponto que eu desejava, o personagem de Louis Garrel neste mesmo filme tem um caso com um cara, exato, o caso contrario à “heterossexualização” e isso perdoa qualquer outro ponto de vista, pois na vida há mudanças sejam elas para o comum ou inusitado.
Também vale ressaltar que em “A razão do meu afeto” o gay termina com um namorado no final, em “O casamento do meu melhor amigo” haverá amizade/amor e não o fogo de um casal, em “Baby Love” o personagem gay continua sendo gay, em “Will & Grace” eles sempre pareceram casal, e em “Canções de amor” há uma trama muito complexa que envolve coisas muito além das sexualidades. Então considerem esse texto como um lapso que conseguiu não chegar a ponto nenhum a não ser o direito de ir e vir de cada pessoa. E eu só começarei uma nova discussão se alguém me disser que o Brian (Queer as folk) e a Shane (The L world) viraram um casal.